1) Golden Visa: Estrangeiro que comprar imóvel no Brasil poderá obter visto permanente

Estrangeiros que comprarem imóveis no Brasil poderão ganhar o Golden Visa Brasileiro, o visto permanente no país, após o projeto avançar na última semana. O objetivo da medida é atrair investidores internacionais para o mercado imobiliário brasileiro. Criado em 2018 através de uma resolução do Ministério da Justiça, o projeto nunca saiu do papel. Contudo, o Ministério do Turismo e o Cofeci firmaram, no último dia 12 de março, um protocolo de intenções para que a medida seja implementada. O público alvo da ação serão estrangeiros que adquirirem imóveis com valor superior a R$ 1 milhão no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e R$ 700 mil nas regiões Norte e Nordeste.

2) Vendas de novos imóveis atingem maior patamar em 10 anos em 2024, diz Abrainc

As vendas de novos imóveis subiram 11,8% em 2024, para 186,5 mil unidades, o maior volume já registrado pela série histórica da Abrainc desde 2014, afirmou a entidade nesta terça-feira. Já o volume total de imóveis residenciais lançado em 2024 aumentou 21,9%, para 150,2 mil unidades, segundo os dados da Abrainc. Dentro do MCMV, o volume de lançamentos e vendas de imóveis cresceu, respectivamente, 25,2% e 13,1% no ano passado, dada à “boa formatação do programa”, disse a Abrainc em comunicado à imprensa. Nos segmentos de médio e alto padrões, os lançamentos subiram 21,4% em 2024, enquanto as vendas tiveram variação levemente positiva de 1,3%.

3) Taxa Selic deve chegar a 14,25% nesta semana, maior nível desde 2006

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, deve decidir em reunião na terça (18) e quarta-feira (19) elevar a taxa básica de juros da economia brasileira em 1 ponto percentual, passando dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano. Essa é a expectativa do mercado para a Selic, que foi sinalizada pelo próprio comitê no último encontro. Com isso, a taxa vai atingir o maior patamar registrado desde julho de 2006, na quinta alta consecutiva, desde setembro. É a segunda reunião com o comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que tomou posse no começo do ano.

4) Incorporadoras imobiliárias criticam coexistência de novo consignado privado e antecipação de saque-aniversário do FGTS

A Abrainc reforçou sua preocupação com a coexistência do novo crédito consignado privado e do saque-aniversário do FGTS, que inclui a antecipação, pelos bancos, desses recursos do Fundo aos trabalhadores. Segundo a entidade, a extinção do saque-aniversário é necessária para “garantir a sustentabilidade” do Fundo. O novo crédito consignado privado prevê, futuramente, o uso de parte dos recursos do FGTS como garantia do empréstimo com desconto em folha de pagamento. Ainda será regulamentada a possibilidade de uso como garantia de até 10% do saldo no FGTS e de 100% da multa rescisória em caso de demissão Com a existência de ambas as linhas, a Abrainc argumenta que a expansão dos saques do Fundo pode comprometer sua sustentabilidade e prejudicar milhões de brasileiros que dependem do crédito habitacional para conquistar sua casa própria.

5) PF lança operação Casa de Papel, contra fraudes em financiamentos imobiliários da Caixa no DF

A Polícia Federal lançou nesta terça-feira, 11, a operação Casa de Papel. O objetivo é investigar a existência de um grupo criminoso especializado em fraudes em contratos de financiamento imobiliário da Caixa no Distrito Federal. A investigação começou em 2022, a partir de uma comunicação do próprio banco público. Segundo a PF, a investigação identificou 17 contratos com indícios de fraudes no DF e entorno. O grupo investigado usava uma empresa de fachada no ramo da construção civil, que atuava como vendedora de imóveis que não existiam. Segundo a PF, essa empresa apresentava processos de habite-se também fictícios, que eram aprovados por um fiscal que fazia parte do esquema. O documento era averbado no cartório, tornando esses imóveis inexistentes aptos a obter o financiamento habitacional.

6) Housi e BS2 criam fintech para dar crédito a incorporadoras de pequeno e médio porte

A Housi, proptech fruto de um spin-off da incorporadora Vitacon, firmou uma parceria com o banco BS2 com a intenção de criar uma fintech voltada para as incorporadoras brasileiras. A nova empresa, chamada de Credi Housi, nasce a partir do lançamento de um FIDC de R$ 50 milhões destinado a dar crédito para companhias de pequeno e médio porte, de cidades com mais de 150 mil habitantes. A ideia surge em um momento delicado para o crédito no Brasil, com a taxa de juros em alta e o avanço do custo do dinheiro. A combinação entre a dificuldade das incorporadoras e o momento do mercado foi o que incentivou a Housi e o BS2 a tirar a ideia do papel. "Com a fintech, nós temos o princípio de ajudar os incorporadores no momento mais difícil das obras, o pré-lançamento", afirma Alexandre Frankel, CEO da Housi.

7) Charlie se prepara para novos mercado de multifamily em Goiânia e Recife

A startup Charlie, uma investidora da Cyrela que atua no mercado de multifamily, está se preparando para desembarcar em duas novas capitais: Goiânia e Recife. A empresa já tem acordos com incorporadoras locais para começar neste ano a fazer a gestão de blocos de apartamentos em empreendimentos nas duas cidades – seguindo o mesmo modelo que opera em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Allan Sztokfisz, cofundador e CEO do Charlie, diz que Goiânia e Recife entraram no radar depois de ap ter sido provocada por investidores locais. Ao analisar as cidades, viu que as duas têm um mix atrativo de demanda corporativa e de lazer.

8) A habitação social sobreviveu na Justiça – um alívio para as incorporadoras paulistas

As incorporadoras estão respirando aliviadas. O Ministério Público de São Paulo pediu a suspensão da política da Prefeitura que gera incentivos à construção de habitações sociais. Na sexta-feira, a Justiça indeferiu o pedido. O programa tem andado na corda bamba depois que algumas empresas foram notificadas por suspeita de fraude no uso do benefício, com a venda de a apartamentos para consumidores com rendas superiores às definidas pelas regras. O receio das incorporadoras de baixa renda era que a suspensão do programa prejudicaria as empresas que estavam andando na linha, que acabariam pagando pelo erro dos outros. Para o segmento, faz mais sentido fiscalizar com mais rigor e multar os que estão burlando a lei, em vez de interromper o programa.

9) Vamos acelerar os lançamentos, diz VP da Cury após superar expectativas em 2024

Em entrevista à Bloomberg Línea, Leonardo Mesquita disse que a construtora voltada para o público de baixa renda se preparou do ponto de vista de terrenos para aproveitar as oportunidades neste ano. A construtora foi beneficiada por dois fatores, segundo avaliação do vice- presidente comercial da Cury. O primeiro deles foi o reajuste na faixa de renda do Minha Casa Minha Vida com o relançamento do programa habitacional em 2023, que expandiu o valor máximo do imóvel que pode ser adquirido na faixa mais alta de R$ 264.000 para R$ 350.000. O segundo fator foi a aprovação nos últimos anos dos planos diretores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que permitiram a oferta de unidades habitacionais de interesse social em regiões mais centrais, o que aumentou a atratividade dos imóveis.

10) Uma mudança na Caixa pode favorecer a Loft na originação de financimentos pelo Banco

Uma mudança na Caixa Econômica Federal pode dar um empurrão ao negócio de crédito imobiliário na Loft. A Caixa tinha uma restrição que inviabilizava a operação com a Loft, ao exigir que a empresa tenha um CNPJ em cada cidade que opera. No programa Nato Digital, o banco estatal mudou isso, permitindo que a jornada seja iniciada de forma digital. Mate Pencz, fundador da Loft, esteve com o presidente da Caixa, Carlos Antônio Fernandes, nesta semana. Ap quer trabalhar com o banco também no processo tecnológico de concessão de crédito - o sonho é conseguir fazer toda a jornada (ou ao menos a maior parte dela) no WhatsApp.


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Caio Lobo, o incorporador




Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um entusiasta do mercado imobiliário.