1) Nova faixa do Minha Casa, Minha Vida vai financiar imóveis de até R$ 500 mil

Para ampliar a nova faixa de famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, o governo Lula (PT) vai aumentar o valor máximo de imóveis que podem ser financiados pelo programa habitacional, de R$ 350 mil para R$ 500 mil. A medida faz parte da criação da faixa 4 do programa, destinada à classe média. A renda familiar para se enquadrar na nova modalidade será de R$ 8.000 a R$ 12 mil mensais. Os juros na nova faixa serão de cerca de 10% ao ano, segundo integrantes do governo que participam das discussões da medida. Essa taxa é menor do que as praticadas no mercado, mas maior do que nos grupos de renda mais baixa atendidos pelo programa habitacional, que vão de 4% a 8,16%.

2) O FGTS pode ser um gargalo para o Minha Casa, Minha Vida? Ainda não, diz o BTG

Preocupações sobre a sustentabilidade do uso do FGTS no Minha Casa, Minha Vida crescem, mas relatório do BTG Pactual aponta que o fundo ainda será viável para financiamento do programa no curto e médio prazo. De acordo com a análise do banco a liberação desses R$ 12 bilhões para o saque aniversário equivale a apenas 1,7% do total de ativos do FGTS e 6,7% de sua posição de caixa. "Em termos de liquidez de financiamento, esperamos impacto zero no orçamento do MCMV", afirmam os analistas.

3) Preço foi o aspecto mais importante para quem buscou comprar imóveis, diz estudo

Se o preço do imóvel residencial no Brasil bateu recorte no ano passado, com a maior alta em 11 anos, os interessados em comprar propriedades avaliam como aspecto mais importante a faixa de preço acessível, sendo apontado como aspecto mais relevante para 98% das pessoas que pesquisaram por imóveis para compra em 2024, de acordo com pesquisa da 3ª edição do Anuário DataZAP, do Grupo OLX. Viver em um bairro que seja seguro é o principal quesito quando o tema é localização para os compradores.

4) Conta para casa própria não fecha: salário cresce menos que a metade do preço dos imóveis

O preço médio de venda de imóveis residenciais subiu 25,8% no Brasil em 5 anos. O número é mais do que o dobro do crescimento do salário médio do trabalhador no mesmo período. O levantamento, feito pelo R7 com base nos dados do Índice FipeZap, que monitora o preço cobrado na locação em 50 cidades, mostra que um apartamento de 45m² custava, em média, R$ 323.820 em 2019. Em 2024, esse valor passou para R$ 407.418,75. Já a remuneração média do brasileiro passou de R$ 2.927 para 3.225, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE. O aumento corresponde a apenas 10,18%, menos da metade do crescimento do valor do m².

5) Sinal de alerta: Consignado para CLT tem 40 milhões de simulações e 11 mil empréstimos fechados em dois dias

Em dois dias de operação, o novo modelo do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, chamado de Crédito do Trabalhador, registrou 40,1 milhões de simulações, segundo o Ministério do Trabalho. O governo lançou a plataforma na última sexta-feira, dia 21. A ideia é facilitar a concessão de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamentos. Segundo o ministério, já são 4,5 milhões de solicitações de propostas feitas às Instituições financeiras, e mais de 11 mil contratos fechados. As parcelas do empréstimo serão descontadas na folha do trabalhador mensalmente, por meio do eSocial, observada a margem consignável de 35% do salário. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento. A partir de 25 de abril, o trabalhador também poderá fazer contratações pelos canais eletrônicos dos bancos.

6) Receita Federal atende pleito da CBIC e altera regras do RET para o setor da construção

A Receita Federal publicou hoje, 17 de março, a Instrução Normativa RFB nº 2.256/2025, que altera a IN RFB nº 2.179/2024, promovendo ajustes no Regime Especial de Tributação (RET) para o setor da construção civil. A medida atende diretamente a pleitos apresentados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que vinha dialogando com a Receita Federal e demais autoridades para evitar impactos negativos nas contratações do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Veja as principais Mudanças e Impactos para o Setor.

7) Fintech e gestora se unem para dar crédito a construtoras

A fintech Urbe.me e a gestora GCS Capital firmaram uma parceria para captar recursos no mercado e oferecer crédito para construtoras de pequeno e médio portes. A previsão é levantar até R$ 50 milhões por meio do acordo este ano. Com o custo da construção e os juros em alta, torna-se mais difícil para empresas de menor tamanho conseguir financiamentos junto aos bancos. Voltada ao setor imobiliário e ao middle market, de companhias de médio porte, a GCS vai captar recursos de pessoas físicas e jurídicas por meio de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).

8) MRV tem terrenos para construir mais de 250 mil unidades, afirma diretor

A MRV bateu seu recorde histórico de vendas em um 2024 de reestruturação de produtos, revisão no portfólio e mudanças em projetos. Agora a companhia agora aposta suas fichas na adaptação a mercados regionais, em um opulento banco de terrenos e até em propaganda no Big Brother Brasil para surfar o bom momento do Minha Casa, Minha Vida no País. A MRV se destaca por um landbank consolidado em um ambiente onde terra é uma commodity cada vez mais disputada. “Temos um banco de terrenos para construir mais de 250 mil unidades”, posiciona Ely. A estimativa é que este landbank gere R$ 44,8 bilhões em VGV nos próximos quatro a seis anos.

9) ‘Não tem animação com Brasil a longo prazo. Um dia está fácil, outro, difícil’, diz co-CEO da Cyrela

O copresidente da Cyrela, Raphael Horn, afirmou nesta sexta-feira, 21, que está animado com o cronograma de lançamentos imobiliários da incorporadora, embora se mantenha preocupado com os problemas da economia brasileira, especialmente com a subida dos juros. “Não tem animação para o Brasil no longo prazo. Um dia está fácil, outro está difícil. Nós estamos animados com a nossa grade de lançamentos, mas vamos ver como fica o mercado”, declarou, durante teleconferência com investidores e analistas. “Até agora, não sentimos diferença do macro (nos negócios da empresa)”, completou. O empresário acrescentou que as compras de terrenos continuarão acontecendo, sempre com análises caso a caso. “Vamos continuar comprando todos os terrenos que achamos que são bons, mas tomando cuidado com o macro.”

10) Itália: cidade vende casas abandonadas a € 1; entenda as condições

Assim como já havia feito em 2022, a comuna de Penne, localizada em Abruzzo, na Itália, voltou a oferecer casas por € 1 (R$ 6,14) para recuperar edifícios abandonados no centro histórico. Na última terça, 18, a administração da cidade publicou em cartaz em seu site com o anúncio. As casas serão disponibilizadas na Colle Castello, uma das duas colinas que formam o centro histórico da cidade. Segundo Petrucci informou à CNN, a principal exigência é a de que elas devem ser reformadas em até três anos, sem depósito inicial. Em outras iniciativas similares, são cobrados depósitos de 2.000 a 5.000. O custo para reformar varia em torno de € 20 mil, e imóveis prontos custam a partir de € 40 mil. Caso haja múltiplos interessados em uma propriedade, prevalece o melhor plano de reforma.


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Caio Lobo, o incorporador



Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um entusiasta do mercado imobiliário.