O fechamento de dados do mercado imobiliário de Goiânia de 2024 foi apresentado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). O levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica constatou que a capital se consolidou como o terceiro maior mercado imobiliário do país, com crescimento de 35% em relação ao ano anterior.

Em 2024, foram comercializados 11.797 apartamentos, maior número registrado desde 2010. Em 2023, Goiânia já havia registrado seu recorde de vendas comercializando R$ 5,7 bilhões em unidades residenciais. Em 2024, esse recorde foi quebrado novamente com a venda de R$ 7,7 bilhões.




No ranking nacional, Goiás só ficou atrás de São Paulo, com 103.346 unidades vendidas, e do Rio de Janeiro, com 23.510. Os números positivos do mercado são explicados por um crescimento de Goiás acima dos demais estados do país.

Fatores motivadores

Para Fernando Razuk, presidente do Conselho da Ademi-GO, alguns dados ajudam a explicar essa evolução. “Em primeiro lugar, o PIB do estado de Goiás cresceu percentualmente muito acima do PIB nacional nos últimos 5 anos. Além disso, entre o censo de 2010 e o censo de 2022, a população de Goiás cresceu quase 20%, enquanto a população brasileira cresceu apenas 7% no mesmo período. Isso gera muita demanda por imóveis. São muitas pessoas chegando na cidade, prosperando, fazendo upgrade de apartamento, comprando salas comerciais para ampliarem seus negócios. Isso faz com que o mercado imobiliário fique aquecido e potencializa ainda mais a valorização dos imóveis de Goiânia”, explicou Razuk.

O diretor de pesquisas e estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista, destacou o aumento em comparação com a média nacional. “No ano passado, Goiânia teve um crescimento de 29% no número de unidades comercializadas, frente a um aumento de 20% registrado nas vendas nacionais, como divulgado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Isso indica que o mercado de Goiânia cresceu quase 50% a mais que a média nacional, resultado do crescimento econômico e do crescimento demográfico da região acima das médias nacionais”, apontou, indicando que os números são atrativos para investidores e fomentam o mercado regional.

Os números de 2024 foram superiores às máximas históricas do boom imobiliário que o país viveu de 2010 a 2013, reforçando a relevância do dado. No comparativo de valores, esse crescimento de vendas foi ainda mais expressivo. Credson Batista destaca que esse recorde contabiliza apenas apartamentos e, ao somar outras tipologias de empreendimentos feitos por meio de incorporação imobiliária, como salas comerciais e casas, o valor total de vendas chega a R$8,25 bilhões no ano.